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domingo, 15 de abril de 2012

DEUS PERDOA TODO E QUALQUER PECADO

DEUS PERDOA TODO E QUALQUER PECADO

Há duas palavras no nosso idioma que não gostamos de pronunciar juntas. “EU ERREI”. Pronunciadas nessa ordem, essas duas palavras caracterizam confissão. Essa é uma dificuldade muito antiga do ser humano. Tão antiga como o próprio pecado. Por ocasião do primeiro pecado Adão já se "justificou" pondo a culpa na mulher. “A mulher que tu me deste...” Parece que ele estava culpando até o próprio Deus pelo seu pecado. Ele não disse “a mulher”, e sim “A mulher que tu me deste”. Nós não estamos livres do pecado. Mesmo como discípulos de Jesus continuamos pecadores; mas estamos livres da culpa do nosso pecado, pois Jesus levou sobre si a nossa culpa. O que nos falta é aprender a confessar a Deus os nossos pecados. Os pecados confessados são perdoados e apagados e a confissão traz inúmeros benefícios para a nossa vida, principalmente no nosso relacionamento com o próximo, mas os pecados não confessados só trazem prejuízo e desgastes para nós, para o nosso relacionamento com os outros e com Deus. Para vivermos livres da nossa culpa devemos buscar na Palavra de Deus alguns fundamentos que nos garantem o perdão de Deus.
FUNDAMENTO. O SANGUE DE JESUS.

O fundamento principal da nossa segurança no perdão de Deus está nas palavras do próprio Senhor Jesus em Mateus 26.28 - “Porque isto é o meu sangue; o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados”. Ouvimos muitas vezes a expressão: “O SANGUE DE JESUS TEM PODER!”. Essa frase tem sido dita muitas vezes fora do contexto da remissão de pecados. Alguém que está procurando emprego, ou está com um problema na justiça e muitas outras situações, recorrem a essa expressão: “O SANGUE DE JESUS TEM PODER”.
Em todo momento devemos recorrer a Deus em nome de Jesus. Todas as nossas ansiedades devem ser levadas a Ele pela oração, pela súplica e com ação de graças, mas pela misericórdia de Deus e pelo Seu amor. O que o sangue de Jesus nos fez foi lavar os nossos pecados e nos reconciliar com Deus quando estávamos mortos nos nossos pecados. Efésios 1.7 diz assim; “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas segundo as riquezas da sua graça.” O Sangue de Jesus é o fundamento da nossa redenção e da remissão do nosso pecado".

2º. FUNDAMENTO. A JUSTIFICAÇÃO

Deus conhece o nosso coração e a nossa intensão. Ninguém pode enganá-lo. Por isso, ao confessarmos a Ele o nosso pecado temos que fazê-lo com sinceridade, com verdadeiro arrependimento e desejo de não mais voltar àquela prática. Só assim a nossa confissão é eficaz. Veja bem o que está escrito em IJo. 1-9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. João está dizendo que acontecem duas coisas quando confessamos os nossos pecados a Deus. A primeira é o perdão. Ele é fiel e justo para nos perdoar. Diz a Palavra de Deus que Ele perdoa os pecados do Seu povo e os joga no mais profundo abismo para jamais se lembrar deles. Às vezes nós perdoamos o nosso irmão dizendo: “Eu perdoo, mas não esqueço”. Isso não é perdoar. O verdadeiro perdão é aquele que nos leva a apagar do nosso coração a ofensa do nosso irmão. É assim que Deus nos perdoa. Apagando os nossos pecados para sempre.
Outro ensinamento de João nesse versículo é a justificação.
 “ELE É FIEL E JUSTO PARA NOS PERDOAR OS PECADOS E NOS PURIFICAR DE TODA INJUSTIÇA.” Quando somos perdoados somos justificados por Deus. Sem o perdão ninguém é justo diante de Deus, mas uma vez perdoados e justificados podemos sentir plena paz em Deus. Vejas o que diz Romanos 5.1 “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”.

FUNDAMENTO. A FIDELIDADE DE DEUS.

Diante de tanta falácia a respeito da fidelidade de Deus se fazem necessários alguns esclarecimentos: Realmente um dos infinitos atributos de Deus é a Sua fidelidade. Acontece que a cobrança da fidelidade a alguém pressupõe que esse alguém nos deve algo. Deus nada nos deve, pelo contrário, nós Lhe devemos a nossa própria vida. Deus não ouve essas aberrações que ouvimos diariamente, como “eu reivindico a minha bênção ou os meus direitos em nome de Jesus!”. Até porque Jesus jamais autorizou a ninguém reivindicar, ordenar, exigir nada junto ao Pai em Seu nome. O que Ele enfatiza várias vezes é que devemos PEDIR em Seu nome.
 Então como é que fica a questão da fidelidade de Deus? A Bíblia afirma no Salmo 117 que Deus é fiel, que a Sua fidelidade subsiste para sempre. Mas a quem Deus é fiel? Leia IITm. 2.13. “Se formos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo”. Deus é fiel a Si mesmo. Tudo o que Deus é Ele o é por si mesmo e a Sua fidelidade a si mesmo nos alcança mesmo que sejamos infiéis a Ele. Ele fez o homem para a Sua glória e o homem vai glorifica-lo mesmo que não queira. Tudo o que Ele planejou se cumprirá. Quando o pecado atingiu o homem pela primeira vez Deus já providenciou o perdão e Ele nos GARANTE O PERDÃO DE TODO E QUALQUER PECADO, não para ser fiel a nós, mas a Si mesmo, pois os Seus planos não serão frustrados. Quando pensamos na fidelidade de Deus para conosco devemos saber que essa Sua fidelidade não é algo que Ele nos deve, e sim a continuidade do Seu projeto. Nós somos infiéis a Ele e imperfeitos, por isso Ele precisa nos concertar a todo o momento, nos preservando para a consumação do Seu projeto. Portanto não devemos ficar orgulhosos e soberbos por sermos salvos, redimidos e gozarmos da fidelidade de Deus, porque nada é por nossos méritos, senão para a glória d’Aquele que é fiel. Amém.

Lutero B. Pereira

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