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domingo, 19 de agosto de 2012

PALHA OU ARVORE?



Palha ou Árvore?
SALMO 1

Se fosse possível sobrevoar esse salmo, pairar sobre ele num voo panorâmico, ao olharmos para baixo, a primeira coisa que observaríamos seria a humanidade dividida em dois grupos distintos: OS ÍMPIOS E OS JUSTOS.
Aliás, é assim que Deus vê os homens. O próprio Senhor Jesus diz em Mt. 12.30 “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”.
 Não há um terceiro grupo e não há meios termos nessa questão. Se essa separação fosse feita por um muro, com certeza não haveria ninguém encima desse moro.

No primeiro ponto da nossa meditação vejamos algumas características dos ímpios:

O salmista já começa dizendo que os ímpios não servem para aconselhar os outros; os caminhos dos ímpios, bem como os lugares que eles frequentam, suas práticas de vida, são impróprios para os justos.
Os ímpios são aqueles que não são guiados pelo Espírito de Deus.
O prazer deles está na prática das obras da carne, as quais são:
 (Gl. 5.19 – 21) Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a essas.
Bem-aventurado é o homem que não sente prazer nessas práticas, mas somente na lei do Senhor, a fonte da felicidade plena e definitiva.
Andar segundo o conselho dos ímpios não é somente dar ouvidos aos seus aconselhamentos verbais.
Essa expressão pode designar o ato de pertencer à comunidade do mau; dos indiferentes para com Deus; aceitando e imitando seus padrões de vida.
Podemos afirmar com segurança:
Se, (e somente se), o nosso prazer estiver na Lei do Senhor, a nossa felicidade será plena, completa e definitiva.
Isso, (e somente isso), é ser bem-aventurado na visão do salmista.
O homem é livre para praticar ou deixar os prazeres desse mundo.
Exemplo:
Aqueles que têm prazer no cigarro, muitas vezes sofrem para aprenderem a fumar. Mas incentivados pelos maus conselheiros, as más companhias, se esforçam até se acostumarem com o mal estar, com as náuseas, tornando-se dependentes da nicotina e passam a ter prazer nesse ato.
Não só esse vício, mas o da bebida, o das drogas, e todos os outros.
Não negamos que haja prazer nessas coisas, pois a bíblia não nega isso. Em Ec. 11.19 Salomão alerta:
 “Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos que satisfázem o teu coração, e agradam os teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas”.
O ímpio quase sempre tem consciência de que está no caminho errado, mas não dá valor à vida reta. Despreza os modelos dos justos. Desprezam a lei do Senhor que diz:
(Ef.4.28) Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.
O salmo primeiro descreve uma tragetória descendente para a vida do ímpio:

Anda – segundo os seus próprios conselhos, fazendo tudo o que manda o seu coração carnal.

Para – (se detém) no caminho dos pecadores.

Se assenta - na roda dos escarnecedores. Por fim ele cai no chão como palha e é desprezado, agitado pelo vento, levado e trazido sem saber para onde, nem por que.
Vive sempre em busca de novos prazeres e nunca encontra a felicidade plena. É comparado com a palha, que é o refugo, o resto, a escória da colheita.
Os grãos dos seriais só são úteis após serem limpos, quando lhes são retirada a palha que para nada serve.
A palha é indesejável. Incomoda, traz má aparência.
Quando as folhas secas das árvores caem no nosso quintal nós as varremos e as colocamos no lixo, para conservarmos a boa aparência, a boa impressão, a higiene.
Por isso o salmista afirma que os ímpios não têm lugar nem na congregação dos justos e nem vitória no Tribunal de Justiça de Deus. Seu fim é a destruição. Esse é o destino dos ímpios.

Como segunda parte dessa meditação, vejamos algumas características dos justos:

Os justos são aqueles “cujo prazer está na Lei do Senhor e na Sua lei medita de dia e de noite”. V. 2
Enquanto o ímpio é comparado à palha, diz o salmista que o justo é: “como uma árvore plantada junto a ribeiros de águas, cujas folhas não caem, na devida estação seus frutos e tudo quanto fizer prosperará”.
Nessa figura da árvore, ao contrário da decadência do ímpio, podemos ver nitidamente uma trajetória ascendente e infinita. Uma pequena semente é colocada na terra fértil, junto à corrente de água; começa a prosperar e assim continua a todo o momento, vindo a germinar, nascer, crescer, logo já é uma árvore que fornece sombra ao viajante e aos animais; seus ramos e galhos vão crescendo e servindo de abrigo para o descanso e a procriação das aves que ali fazem seus ninhos; na devida estação floresce e embeleza os campos e os pomares, cada uma dessas flores se transformará num fruto para alimentar tanto a nós como aos pássaros e outros animais silvestres; e finalmente cada fruto fornece à natureza uma nova semente e recomeça o ciclo, dando-nos nítida ideia da eternidade.
O justo, mencionado pelo salmista, é aquele que vive segundo a Santa Lei de Deus e nela tem o seu prazer.
Nela tem os seus parâmetros de vida.
Não resolve nada e não faz nada sem consulta-la. Não trabalha e não descansa, não dorme e não acorda sem estar em sintonia com a Santa Lei.
O justo é totalmente dependente do Senhor e sente prazer nisso:
Podemos ler no Salmo 119.16 que diz:
“Recrear-me-ei nos Teus estatutos; Não me esquecerei da Tua Palavra”
Segundo o salmista, o resultado dessa prática de vida é a bem-aventurança, a felicidade plena e eterna.
Ao invés de ser espalhado pelo vento, o justo é guiado pelo Espírito Santo que nele habita, sempre produzindo o Fruto do Espírito descrito em Gálatas, capitulo cinco.
Gálatas 5.22,23 “Mas o fruto do Espírito é:
Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”.
Ser guiado pelo Espirito Santo, pela Lei do Senhor é andar por caminhos conhecidos por Deus.
O versículo 6 diz que:
“O Senhor conhece o caminho do justo...”
O Senhor Jesus compara o justo, também, com ovelhas, das quais Ele é o pastor.
Ele afirma que conhece as suas ovelhas.
Veja o que diz o Mestre, no evangelho de João, no capítulo 10, verso 14:
“Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e delas sou conhecido”.
O justo caminha em segurança e sabe para onde está indo.

Gosto dessa figura da ovelha.

Já tive oportunidade de aprender muitas coisas sobre essa espécie animal.
Elas são muito sensíveis, dependem da companhia umas das outras, dependem de alguém para cuidar, para alimenta-las, para abrigá-las do frio, da chuva, têm medo de ruídos estranhos e muitas coisas mais.
Por isso as figuras do pastor e da ovelha na bíblia são muito fortes.
É a figura da nossa dependência de Deus, que é o nosso pastor.

Salmo 23. 1 diz:
“O Senhor é o meu pastor e nada me faltará”

Hebreus 13:20 e 21 “Ora, o Deus de paz, que pelo sangue da aliança eterna tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, O grande pastor das ovelhas, nos aperfeiçoe em toda boa obra”.

A ovelha tem algumas semelhanças com os cabritos; porém esses são mais selvagens, independentes, vivem até nas montanhas, nos penhascos, expostos a todo tipo de ameaças da meteorologia e dos predadores.

O salmo que estamos vendo mostra que não há comunhão entre os ímpios e os justos. Nem na vida prática, nem no Tribunal de Justiça de Deus. O V. 5 diz assim:

"Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
Essas afirmações podem nos preocupar sobremaneira.
Como serei uma ovelha de Jesus? Como serie considerado justo? Como posso ser como uma árvore e não como palha?
Haverá um momento em que todos nós, tanto os justos como os ímpios estaremos diante do Supremo Tribunal de Justiça, frente a frente com o Justo Juiz. O próprio Senhor Jesus. Vejamos em Mt. 25.32-34
“E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos cabritos as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.

Mas, nem por isso precisamos ficar preocupados.

Ninguém pode ser justo se não for justificado pela graça e misericórdia de Deus.
Paulo escreve aos romanos sobre isso dizendo:
(Rm. 3.23) “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.
(Rm. 5.1)“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
Jesus, o Nosso bom Pastor, o Filho unigênito de Deus, no momento do julgamento separará dos cabritos as ovelhas.
Ele sabe quem são as ovelhas e as chama pelos seus nomes.
Ele deu a sua vida para nos salvar e nos tornar suas ovelhas.
No evangelho de João, capitulo 3, v. 16 podemos ter essa segurança:
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Vamos relembrar os pontos principais da nossa meditação:
Vimos que:
Os ímpios: Estão perdidos, são comparados à palha, aos cabritos e não subsistirão nem na congregação dos justos, nem no Tribunal de Justiça de Deus.

Os justos: São ovelhas de Jesus, e são conhecidas pelo Senhor, andam nos caminhos do Senhor, e são comparados a uma árvore que é símbolo da vida eterna.

E você que está recebendo essa mensagem? É justo? É ovelha de Jesus? É uma árvore?

Como podemos ser considerados justos?

Crendo no Senhor Jesus, (e somente nele como mediador, salvador e Senhor), sendo justificados por ele pela fé.
Só assim podemos ter paz perfeita e completa.
Lemos em Romanos 5.1

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”.

Na 1ª. Carta de João, cap. 1 V. 14 a Palavra de Deus está dizendo:

“E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve”.

Coloque a sua vida nas mãos de Deus orando assim:
Pai celestial. Tu que és o grande Pastor das ovelhas na Pessoa de Jesus.
Tem misericórdia de mim, pois te suplico o perdão, a restauração, a reconciliação e a Tua paz.
Ensina-me a ouvir a Tua voz dizendo: -Vem, filho meu. Dá-me o teu coração.
Derrama sobre mim a Tua salvação para que eu seja uma verdadeira ovelha Tua e a minha vida seja como a do justo, bem aventurado e produtivo como uma boa árvore.

Amém


Lutero B. Pereira

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