Palha ou Árvore?
SALMO 1
SALMO 1
Se fosse possível
sobrevoar esse salmo, pairar sobre ele num voo panorâmico, ao olharmos para
baixo, a primeira coisa que observaríamos seria a humanidade dividida em dois
grupos distintos: OS ÍMPIOS E OS JUSTOS.
Aliás, é assim que
Deus vê os homens. O próprio Senhor Jesus diz em Mt. 12.30 “Quem não é
comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”.
Não há um
terceiro grupo e não há meios termos nessa questão. Se essa separação fosse
feita por um muro, com certeza não haveria ninguém encima desse moro.
No primeiro ponto
da nossa meditação vejamos algumas características dos ímpios:
O salmista já
começa dizendo que os ímpios não servem para aconselhar os outros; os caminhos
dos ímpios, bem como os lugares que eles frequentam, suas práticas de vida, são
impróprios para os justos.
Os ímpios são
aqueles que não são guiados pelo Espírito de Deus.
O prazer deles
está na prática das obras da carne, as quais são:
(Gl. 5.19 – 21)
Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias,
iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices,
glutonarias, e coisas semelhantes a essas.
Bem-aventurado é
o homem que não sente prazer nessas práticas, mas somente na lei do Senhor, a
fonte da felicidade plena e definitiva.
Andar segundo o
conselho dos ímpios não é somente dar ouvidos aos seus aconselhamentos verbais.
Essa expressão
pode designar o ato de pertencer à comunidade do mau; dos indiferentes para com
Deus; aceitando e imitando seus padrões de vida.
Podemos afirmar
com segurança:
Se, (e somente
se), o nosso prazer estiver na Lei do Senhor, a nossa felicidade será plena,
completa e definitiva.
Isso, (e somente
isso), é ser bem-aventurado na visão do salmista.
O homem é livre
para praticar ou deixar os prazeres desse mundo.
Exemplo:
Aqueles que têm
prazer no cigarro, muitas vezes sofrem para aprenderem a fumar. Mas
incentivados pelos maus conselheiros, as más companhias, se esforçam até se
acostumarem com o mal estar, com as náuseas, tornando-se dependentes da
nicotina e passam a ter prazer nesse ato.
Não só esse
vício, mas o da bebida, o das drogas, e todos os outros.
Não negamos que
haja prazer nessas coisas, pois a bíblia não nega isso. Em Ec. 11.19 Salomão
alerta:
“Alegra-te, jovem,
na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda
pelos caminhos que satisfázem o teu coração, e agradam os teus olhos; sabe,
porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas”.
O ímpio quase
sempre tem consciência de que está no caminho errado, mas não dá valor à vida
reta. Despreza os modelos dos justos. Desprezam a lei do Senhor que diz:
(Ef.4.28) Aquele
que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom,
para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.
O salmo primeiro
descreve uma tragetória descendente para a vida do ímpio:
Anda – segundo os seus próprios conselhos, fazendo tudo o que
manda o seu coração carnal.
Para – (se detém) no caminho dos pecadores.
Se assenta - na roda dos escarnecedores. Por fim ele cai no chão
como palha e é desprezado, agitado pelo vento, levado e trazido sem
saber para onde, nem por que.
Vive sempre em
busca de novos prazeres e nunca encontra a felicidade plena. É comparado com a
palha, que é o refugo, o resto, a escória da colheita.
Os grãos dos
seriais só são úteis após serem limpos, quando lhes são retirada a palha que
para nada serve.
A palha é
indesejável. Incomoda, traz má aparência.
Quando as folhas
secas das árvores caem no nosso quintal nós as varremos e as colocamos no lixo,
para conservarmos a boa aparência, a boa impressão, a higiene.
Por isso o
salmista afirma que os ímpios não têm lugar nem na congregação dos justos e nem
vitória no Tribunal de Justiça de Deus. Seu fim é a destruição. Esse é o
destino dos ímpios.
Como segunda
parte dessa meditação, vejamos algumas características dos justos:
Os justos são
aqueles “cujo prazer está na Lei do Senhor e na Sua lei medita de dia e de
noite”. V. 2
Enquanto o ímpio
é comparado à palha, diz o salmista que o justo é: “como uma árvore plantada
junto a ribeiros de águas, cujas folhas não caem, na devida estação seus frutos
e tudo quanto fizer prosperará”.
Nessa figura da
árvore, ao contrário da decadência do ímpio, podemos ver nitidamente uma trajetória
ascendente e infinita. Uma pequena semente é colocada na terra fértil,
junto à corrente de água; começa a prosperar e assim continua a todo o momento,
vindo a germinar, nascer, crescer, logo já é uma árvore que fornece sombra ao
viajante e aos animais; seus ramos e galhos vão crescendo e servindo de abrigo
para o descanso e a procriação das aves que ali fazem seus ninhos; na devida
estação floresce e embeleza os campos e os pomares, cada uma dessas flores se
transformará num fruto para alimentar tanto a nós como aos pássaros e outros
animais silvestres; e finalmente cada fruto fornece à natureza uma nova semente
e recomeça o ciclo, dando-nos nítida ideia da eternidade.
O justo,
mencionado pelo salmista, é aquele que vive segundo a Santa Lei de Deus e nela
tem o seu prazer.
Nela tem os seus
parâmetros de vida.
Não resolve nada
e não faz nada sem consulta-la. Não trabalha e não descansa, não dorme e não
acorda sem estar em sintonia com a Santa Lei.
O justo é
totalmente dependente do Senhor e sente prazer nisso:
Podemos ler no
Salmo 119.16 que diz:
“Recrear-me-ei
nos Teus estatutos; Não me esquecerei da Tua Palavra”
Segundo o
salmista, o resultado dessa prática de vida é a bem-aventurança, a felicidade
plena e eterna.
Ao invés de ser
espalhado pelo vento, o justo é guiado pelo Espírito Santo que nele habita,
sempre produzindo o Fruto do Espírito descrito em Gálatas, capitulo cinco.
Gálatas 5.22,23
“Mas o fruto do Espírito é:
Amor, alegria,
paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio
próprio”.
Ser guiado pelo
Espirito Santo, pela Lei do Senhor é andar por caminhos conhecidos por Deus.
O versículo 6 diz
que:
“O Senhor conhece
o caminho do justo...”
O Senhor Jesus
compara o justo, também, com ovelhas, das quais Ele é o pastor.
Ele afirma que
conhece as suas ovelhas.
Veja o que diz o
Mestre, no evangelho de João, no capítulo 10, verso 14:
“Eu sou o bom
Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e delas sou conhecido”.
O justo caminha
em segurança e sabe para onde está indo.
Gosto dessa
figura da ovelha.
Já tive
oportunidade de aprender muitas coisas sobre essa espécie animal.
Elas são muito sensíveis,
dependem da companhia umas das outras, dependem de alguém para cuidar, para
alimenta-las, para abrigá-las do frio, da chuva, têm medo de ruídos estranhos e
muitas coisas mais.
Por isso as
figuras do pastor e da ovelha na bíblia são muito fortes.
É a figura da
nossa dependência de Deus, que é o nosso pastor.
Salmo 23. 1 diz:
“O Senhor é o meu
pastor e nada me faltará”
Hebreus 13:20 e
21 “Ora, o Deus de paz, que pelo sangue da aliança eterna tornou a trazer dos
mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, O grande pastor das ovelhas, nos aperfeiçoe
em toda boa obra”.
A ovelha tem
algumas semelhanças com os cabritos; porém esses são mais selvagens,
independentes, vivem até nas montanhas, nos penhascos, expostos a todo tipo de
ameaças da meteorologia e dos predadores.
O salmo que
estamos vendo mostra que não há comunhão entre os ímpios e os justos. Nem na
vida prática, nem no Tribunal de Justiça de Deus. O V. 5 diz assim:
"Por isso os
ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
Essas afirmações
podem nos preocupar sobremaneira.
Como serei uma
ovelha de Jesus? Como serie considerado justo? Como posso ser como uma árvore e
não como palha?
Haverá um momento
em que todos nós, tanto os justos como os ímpios estaremos diante do Supremo
Tribunal de Justiça, frente a frente com o Justo Juiz. O próprio Senhor Jesus.
Vejamos em Mt. 25.32-34
“E todas as
nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor
aparta dos cabritos as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os
cabritos à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde,
benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a
fundação do mundo.
Mas, nem por isso
precisamos ficar preocupados.
Ninguém pode ser
justo se não for justificado pela graça e misericórdia de Deus.
Paulo escreve aos
romanos sobre isso dizendo:
(Rm. 3.23)
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.
(Rm. 5.1)“Tendo
sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de Nosso Senhor
Jesus Cristo”.
Jesus, o Nosso
bom Pastor, o Filho unigênito de Deus, no momento do julgamento separará dos
cabritos as ovelhas.
Ele sabe quem são
as ovelhas e as chama pelos seus nomes.
Ele deu a sua
vida para nos salvar e nos tornar suas ovelhas.
No evangelho de
João, capitulo 3, v. 16 podemos ter essa segurança:
“Porque Deus amou
ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que
nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Vamos relembrar
os pontos principais da nossa meditação:
Vimos que:
Os ímpios: Estão perdidos, são comparados à palha, aos cabritos e não
subsistirão nem na congregação dos justos, nem no Tribunal de Justiça de Deus.
Os justos: São ovelhas de Jesus, e são conhecidas pelo Senhor, andam nos
caminhos do Senhor, e são comparados a uma árvore que é símbolo da vida eterna.
E você que está
recebendo essa mensagem? É justo? É ovelha de Jesus? É uma árvore?
Como podemos ser
considerados justos?
Crendo no Senhor
Jesus, (e somente nele como mediador, salvador e Senhor), sendo justificados
por ele pela fé.
Só assim podemos
ter paz perfeita e completa.
Lemos em Romanos 5.1
Lemos em Romanos 5.1
“Tendo sido,
pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”.
Na 1ª. Carta de
João, cap. 1 V. 14 a Palavra de Deus está dizendo:
“E esta é a
confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade,
ele nos ouve”.
Coloque a sua
vida nas mãos de Deus orando assim:
Pai celestial. Tu que és o grande Pastor das ovelhas na Pessoa de Jesus.
Pai celestial. Tu que és o grande Pastor das ovelhas na Pessoa de Jesus.
Tem misericórdia
de mim, pois te suplico o perdão, a restauração, a reconciliação e a Tua paz.
Ensina-me a ouvir
a Tua voz dizendo: -Vem, filho meu. Dá-me
o teu coração.
Derrama sobre mim
a Tua salvação para que eu seja uma verdadeira ovelha Tua e a minha vida seja
como a do justo, bem aventurado e produtivo como uma boa árvore.
Amém
Lutero B. Pereira
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