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quinta-feira, 15 de março de 2012

CONSTRUINDO PONTES



CONSTRUINDO PONTES 
Jo. 4.7-14

(A mulher samaritana)
Gosto de comparar o trabalho de evangelização com a construção de uma ponte. Sabemos que no momento da queda do homem, (pelo pecado), abriu-se, um abismo intransponível entre o pecador e Deus. Lc. 16.26 “E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá”.
A única maneira de se transpor esse abismo é através da cruz de Jesus Cristo. A mulher samaritana e tantos outros daquela cidade estavam do outro lado do abismo. O próprio Senhor Jesus disponibiliza essa ponte para aquela mulher, que imediatamente se transforma numa testemunha viva do Messias. Abandonando o seu cântaro ela corre para a cidade a anunciar o que lhe acontecera, levando muitos ao encontro de Jesus. Samaria é uma região montanhosa que fica exatamente no meio do caminho entre a Galiléia e a Judéia, onde se encontra o Monte Gerizim, em que havia ruínas de um velho templo que servia aos samaritanos como lugar de adoração. Por isso a mulher questionou com Jesus sobre onde se deve adorar, pois para os samaritanos era naquele monte, e para os Judeus, no templo de Jerusalém. Essas indagações da mulher estavam corretas, pois esses eram realmente os lugares respectivos de adoração para os samaritanos e para os judeus, mas Jesus facilita a vida da samaritana trazendo o verdadeiro lugar de adoração para dentro do seu coração. Onde estiver o discípulo de Jesus, aí é o lugar ideal para se adorar ao Senhor. Jesus estava se deslocando da Judéia para a Galileia, uma longa viagem e sentindo cansaço e fez uma parada ao lado do poço de Jacó, próximo à cidade de Siquem, província de Samaria. Enquanto os discípulos foram até a cidade comprar alimento, apareceu uma mulher samaritana que vinha buscar água. Certamente essa era a razão de Jesus ter resolvido passar por ali; alcançar aquela mulher com a Sua graça, uma vês que sabe todas as coisas, pois não era habitual aos judeus utilizarem aquele caminho, não só para evitar contato com os samaritanos, como pelo perigo dos constantes assaltos que ocorriam naquele trecho. Queremos ver nessa passagem algumas estratégias para o nosso desempenho na evangelização pessoal. Jesus, em Mt. 28.18-20 ordena aos seus discípulos: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar tudo quanto vos tenho ordenado, E EIS QUE ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS, até a consumação dos séculos”. Esse é o trabalho mais legítimo da Igreja de Cristo. Essa obra pertence a Jesus e por isso Ele nos prometeu estar conosco nessa tarefa. Jesus nunca deixa de cumprir suas promessas, e ele realmente está conosco no trabalho evangelístico. Olha Jesus aí, nos dando uma verdadeira aula de evangelização pessoal. Observemos suas estratégias para estabelecer um relacionamento com quem ele deseja alcançar com a sua Graça. Ele não precisaria dessas estratégias, mas podemos aprendê-las com Ele. Essa é a das maneiras dele estar conosco nessa obra. Lembram-se como Ele abordou a Pedro, Tiago e João, chamando-os para serem seus discípulos? Os três haviam passado a noite pescando em alto mar, porém nada tinham apanhado. Eles eram pescadores profissionais. Seus clientes esperavam a mercadoria que supriria seus negócios e suas casas. Eles tinham um compromisso com a clientela e estavam em dificuldades, pois não havia mercadoria para entregar. Jesus aparece na praia ao amanhecer com o propósito de mudar a vida daqueles pescadores, mas não vai diretamente ao assunto. Manda que atirem a rede num determinado ponto e eles obedientemente a arremessam. Qual foi o resultado? Retiraram uma quantidade de peixes suficiente para encher seus dois barcos. Eles recuperaram os ânimos e ficaram “felizes como crianças no parque”. Agora sim, Jesus sai do terreno material e os leva para o campo espiritual e lhes diz: Deixai tudo e vinde após mim, e eu vos ferie pescadores de almas. Assim também Jesus fez com a samaritana. Ele não disse a ela que a faria pescadora de almas; nem tão pouco aos pescadores que eles seriam uma fonte a jorrar para a vida eterna. Lemos um livro de Juan Carlos Ortiz, chamado Ser e fazer discípulos, no qual ele nos ensina justamente isso: Não basta sermos discípulos. Jesus nos fez Seus discípulos e nos ordenou que continuássemos a fazer discípulos Seus. A estratégia de Ortiz é muito parecida com a de Jesus. Ele, (Ortiz), garante que para ganharmos alguém para Jesus devemos antes de tudo descer ao nível da pessoa, criar um clima de identificação com ela e depois subir junto com ela levando-a em direção ao nosso objetivo. Não foi isso que Jesus nos deixou como lição nesses episódios? Praticamente se tornou um exímio pescador e deu instruções àqueles homens sobre como pescar. Depois eles confiaram em Jesus a ponto de deixar tudo para segui-lo. O mesmo ele fez com aquela mulher. Costumamos ler muito rapidamente a bíblia e nos privamos de observar muitas coisas que valorizam a passagem. Quantas barreiras Jesus quebrou para ganhar aquela mulher!
• Em primeiro lugar, jamais um judeu conversava com uma mulher a sós, mesmo que ela fosse judia. • Jamais um judeu saudava ou falava com um samaritano, mesmo se tratando de homem.
• Muito menos um judeu pedia algo a um samaritano.
• Menos ainda podia pedir algo para suprir uma necessidade física, como a sede, por exemplo.
• E mais que tudo isso, tendo que usar um utensílio do samaritano para tirar e beber a água.
• Poderíamos enumerar muitas outras proibições, que não eram mera intriga entre dois povos, mas eram regras impostas por lei. Quem quer apresentar às pessoas a mensagem de Jesus não pode seguir as tendências humanas. “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” “Jesus não nos tem dado espirito de covardia e sim de ousadia e poder” (2Tm. 1.7) Quando ele nos deu essa ordem ele não nos deixou a sós; pelo contrário, ele disse que estaria conosco, e depois ele aparece várias vezes nos ensinando a transpor as barreiras culturais, políticas, e quantas mais existirem; a “não fazermos acepção de pessoas”. Para aprendermos com Jesus e sentirmos a sua presença conosco todos os dias precisamos conhecer a Palavra de Deus. Muitas vezes ouvimos “justificativas”, como:
_ Eu gostaria de falar de Jesus às pessoas, mas não sei como abordar.
_Às Vezes viajo horas ao lado de alguém e tenho vontade de falar de Cristo, mas como vou fazer isso, se nem sei por onde começar?
Comece por um assunto que a pessoa possa compartilhar.
Certo missiólogo ensina que o bom evangelista deve andar com a bíblia numa mão e o jornal na outra.
Para isso precisamos estar atualizados com os acontecimentos que todos conhecem. Qualquer coisa que as pessoas estejam acompanhando pelos noticiários. Puxe um assunto familiar que torne fácil para se introduzir um diálogo! Jesus usava essa estratégia. Começava falando do que o ouvinte conhecia. Estabelecido o diálogo ele levava a conversa para o Seu objetivo. (“Jogai a rede ali, dá-me de beber”) Ore e comece no campo material, e no momento certo você terá a ajuda do Espirito Santo que lhe mostrará como levar essa conversa para o campo espiritual. Funciona! É um recurso que Jesus nos tem deixado. É assim que sentimos a companhia que Jesus nos prometeu. Examinando e meditando sobre tudo quanto ele nos tem ensinado. Em Mt. 22.29 Jesus diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus”. 2Tm. 1.7 Paulo diz: “Deus não nos tem dado espirito de covardia, ou de medo, e sim de poder e de coragem” Você é discípulo de Jesus? O que você prefere ser para construir pontes que deem acesso a Jesus às pessoas que estão do outro lado do abismo? Pescador de homens? Uma fonte de águas que jorre para a vida eterna? Os verdadeiros discípulos de Jesus são as duas coisas. Isso não depende do nosso esforço, pois Ele é quem nos faz pescadores de homens e fontes de águas vivas. Basta orarmos pedindo isso a Jesus, examinarmos as Escrituras para aprendermos tudo quanto Ele nos tem ordenado, e com toda certeza sentiremos a sua presença e faremos essa obra em parceria com o próprio Senhor da Igreja. Deus, assim nos permitirá construir muitas pontes para a Sua glória. Amém.

Miss. Lutero





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