O SENTIDO DO NATAL
João 1:14
João 1:14
E o Verbo
se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade e vimos a sua
glória, como a glória do unigênito do Pai. Se sairmos às ruas na véspera do
natal e entrevistarmos as pessoas pedindo-lhes que digam uma palavra
relacionada ao natal ouviremos uma grande variedade de respostas: Só começando
com a letra “P” já podemos listar algumas: Presentes, Papai Noel, pernil, peru,
panetone... Com outras letras encontraremos frango assado, cabrito,
macarronada, etc.
Não temos nada contra essas delícias. O problema é limitar o natal a isso, como faz o mundo. Sem dizer que geralmente esses banquetes natalinos são fartamente regados a bebidas alcoólicas e na maior parte das vezes em exagero. A palavra de Deus, em Gálatas 5.19-21 apresenta uma lista de substantivos que caracterizam os frutos da carne. O último versículo inclui nessa lista a bebedice e a glutonaria. São dois pecados que não faltam no natal mundano, entristecendo o personagem principal celebrado nessa data. Jesus chorou na morte de Lázaro, mas creio que choraria muito mais se estivesse na terra por ocasião do natal, vendo os homens por quem deu a Sua vida celebrando com bebedice e glutonaria essa graça imensurável, quando o evento deveria ser celebrado com sinos, cânticos de louvor, preces, mensagens de amor e devoção. Igreja de Jesus Cristo é a comunidade daqueles que creem nele. Somos comparados ao próprio corpo de Cristo, por isso não podemos perder de vista o verdadeiro sentido do natal. Deus nos criou para vivermos eternamente, mas o homem se corrompeu e o seu pecado o separou do Criador. A humanidade se perdeu pela sua concupiscência, não foi culpa do diabo, conforme Tiago 1.14 “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência”. A partir do momento da queda estamos mortos em nossos delitos e pecados, conforme Colossenses 2:13 “E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas”. Deus teve misericórdia e ofereceu imediatamente o salvador que nasceria da mulher para esmagar a cabeça da serpente. (Gn. 3.15). Quem seria esse descendente da mulher, se não aquele cuja vinda celebramos no natal? Celebramos no natal o cumprimento daquela promessa. Devemos lembrar-nos da providência de Deus no sentido de, sendo infinitamente grande, se reduziu às dimensões humanas para tornar possível a nossa reconciliação consigo. É assim que devemos comemorar o natal. Devemos ter cuidado com as propostas do mundo, do comercio e da cultura popular para que não percamos o foco do verdadeiro significado do natal. Há pelo menos três realidades presentes diariamente na nossa vida que devem ser lembradas não só no dia 25 de dezembro.
Não temos nada contra essas delícias. O problema é limitar o natal a isso, como faz o mundo. Sem dizer que geralmente esses banquetes natalinos são fartamente regados a bebidas alcoólicas e na maior parte das vezes em exagero. A palavra de Deus, em Gálatas 5.19-21 apresenta uma lista de substantivos que caracterizam os frutos da carne. O último versículo inclui nessa lista a bebedice e a glutonaria. São dois pecados que não faltam no natal mundano, entristecendo o personagem principal celebrado nessa data. Jesus chorou na morte de Lázaro, mas creio que choraria muito mais se estivesse na terra por ocasião do natal, vendo os homens por quem deu a Sua vida celebrando com bebedice e glutonaria essa graça imensurável, quando o evento deveria ser celebrado com sinos, cânticos de louvor, preces, mensagens de amor e devoção. Igreja de Jesus Cristo é a comunidade daqueles que creem nele. Somos comparados ao próprio corpo de Cristo, por isso não podemos perder de vista o verdadeiro sentido do natal. Deus nos criou para vivermos eternamente, mas o homem se corrompeu e o seu pecado o separou do Criador. A humanidade se perdeu pela sua concupiscência, não foi culpa do diabo, conforme Tiago 1.14 “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência”. A partir do momento da queda estamos mortos em nossos delitos e pecados, conforme Colossenses 2:13 “E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas”. Deus teve misericórdia e ofereceu imediatamente o salvador que nasceria da mulher para esmagar a cabeça da serpente. (Gn. 3.15). Quem seria esse descendente da mulher, se não aquele cuja vinda celebramos no natal? Celebramos no natal o cumprimento daquela promessa. Devemos lembrar-nos da providência de Deus no sentido de, sendo infinitamente grande, se reduziu às dimensões humanas para tornar possível a nossa reconciliação consigo. É assim que devemos comemorar o natal. Devemos ter cuidado com as propostas do mundo, do comercio e da cultura popular para que não percamos o foco do verdadeiro significado do natal. Há pelo menos três realidades presentes diariamente na nossa vida que devem ser lembradas não só no dia 25 de dezembro.
1ª. REALIDADE: A FIDELIDADE DE DEUS.
verdadeiro
cristão sente a todo momento a fidelidade do Senhor. Foi por essa mesma
fidelidade que Deus cumpriu a promessa de mandar um descendente da mulher que
seria o nosso salvador. Vale lembrar que a fidelidade de Deus não significa que
Ele nos deva alguma coisa e que será fiel a nós em cumprir algum compromisso.
Deus é fiel a Si mesmo, conforme 2Tm. 2.13 “Se formos infiéis, ele permanece
fiel; não pode negar-se a si mesmo.” Mas damos glórias a Deus pela Sua
fidelidade que se manifesta em nosso favor a cada momento. Quantos momentos de
tribulação experimentamos no dia a dia? Mas a fidelidade do Senhor em nos
socorrer e nos sustentar é constante! Aleluia!
2ª. REALIDADE: A LIBERDADE DA ORAÇÃO.
Qual é o cristão que não sente diariamente a
liberdade para falar com Deus? Essa liberdade também nos é dada pelo próprio
Jesus, cuja vinda ao mundo celebramos no natal. Antes da obra redentora de
Jesus o homem não tinha acesso à presença de Deus a não ser por intermédio do
sacerdote. Havia no templo um lugar separado onde só o sacerdote podia entrar
para levar a Deus as orações do povo. Esse lugar era isolado por uma cortina,
um véu, e não por uma fortaleza; mas ninguém se atrevia a entrar naquele
recinto porque seria consumido pela presença de Deus. Era necessário aguardar o
momento do ritual, pois o sacerdote não ficava à disposição do povo o tempo
todo. Quando Jesus, esse Jesus cujo nascimento celebramos no natal, encerrou o
seu ministério terreno e a cabeça da serpente já estava esmagada, então aquele
véu se rasgou de alto a baixo dando-nos a condição de, a qualquer momento e em
qualquer lugar, nos curvarmos diante do Deus eterno em oração, súplica e ação
de graças, desde que seja por intermédio do nosso Sumo Sacerdote, Jesus. (O cristianismo não afirma que Jesus nasceu
em 25 de dezembro, mas reserva essa data para celebrar a sua vinda ao mundo
como Senhor e Salvador de todo o que nele crê).
3ª. REALIDADE: A PAZ QUE SÓ JESUS PODE DAR.
Qual é o
verdadeiro cristão que não sente essa paz a todo momento? A paz que Jesus nos
dá, conforme Filipenses 4.8 está acima do nosso próprio entendimento. Só esse
Jesus, cuja vinda comemoramos no natal, e ninguém mais pode dar essa paz.
Passamos por momentos de dor, de luto, cirurgias, dificuldades financeiras,
familiares, mas quando levamos as nossas preces a Deus fazendo-lhe conhecidas
as nossas ansiedades, a paz que excede todo o entendimento enche o nosso
coração e o guarda em Cristo Jesus e podemos até atravessar o vale da sombra da
morte sem temor. Essa paz vem do Senhor Jesus, celebrado no natal. Esses são alguns
dos verdadeiros sentidos do natal. Celebrar o verdadeiro natal é dar Glória a
Deus nas maiores altura e promover a paz na terra... Podemos festejar intensamente
o natal, pois Jesus nunca condenaria uma festa celebrada em seu nome, mas de
maneira que Jesus seja o motivo da festa e esteja presente nela. Não podemos
imaginar Jesus presente numa festa só de bebedice e glutonaria.
Lutero B.
Pereira
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